quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Erotismo & preconceito



Domingo, dia 21/9, estarei no Rio, encerrando a Bienal do Livro 2009 no Espaço Mulheres e Ponto. Me pediram para falar sobre erotismo e literatura, de forma que lá vão algumas reflexões a respeito. Avant la lettre, claro, que meus leitores merecem.

Existe uma frase duma autora americana que define com precisão a diferença entre subjetividade masculina e feminina: “Os orgasmos de Lady Chaterley devem ser de D.H. Lawrence porque eu não sinto assim”. Ao estudar a representação do corpo nos poetas brasileiros, Affonso Romano de Sant’Anna observa que o corpo feminino ocupa grande parte do discurso, enquanto o corpo masculino é silenciado. E, reveladoramente, embora o corpo masculino esteja ausente, a voz que fala pela mulher é masculina. Uma constatação simples, mas de graves consequências.

Essa ausência do corpo masculino e presença do corpo feminino começam a ser explicadas pelo fato de que o homem sempre se considerou o sujeito do discurso, reservando à mulher a categoria de objeto. Como sujeito, ele se escamoteava, projetando sobre o corpo feminino os seus próprios fantasmas. Aí se porta como o ventríloquo: o corpo é do outro, mas a voz é sua. Mas a mulher transformada em objeto de análise também é o campo de exercício do poder masculino. Do romantismo em diante, a questão do desejo se torna mais diferenciada. Mas ela entra em um novo momento histórico com a grande liberação erótica dos anos 1960 e o surgimento de várias outras linguagens e posturas ideológicas realmente instaladas na modernidade, quando então a subjetividade do homem e a subjetividade da mulher definitivamente se diferenciam, perdendo a relação complementar sujeito/objeto.

As escritoras que surgiram após os anos 60 tiveram que levar adiante um duplo projeto caracterizado por uma literatura que fizesse a crítica do discurso masculino dominante e colocasse a sexualidade feminina como elemento fundamental para a construção da própria identidade. Até porque a experiência erótica leva à afirmação da subjetividade – ao sentido de poder e controle sobre o próprio destino. A criação do discurso erótico representa o reverso de uma moeda cuja face é a inscrição da mulher na literatura – não mais como objeto do masculino, numa relação de ventriloquismo literário (daí o sujeito que é pensado pela linguagem dominante), mas sujeito da ação enunciando sua própria fala.

No caso da mulher, considerando o controle social sobre seu corpo que ocorre através da história – a exemplo, veja-se a questão do aborto, da contracepção, o regime do casamento monogâmico, esteio do capitalismo –, a manifestação do erotismo é fundamental para a construção da própria subjetividade. Historicamente, se usasse o erotismo em seu discurso, a escritora transgredia a separação tácita existente entre esfera pública e privada, tornando-se ela própria “mulher pública” ou” prostituta” – a mulher pública por excelência – e quem que ousasse agir em público arriscava-se a ser identificada dessa forma, isto é, como tabu. Obviamente, o próprio ato de escrever constituiu, em determinado momento histórico, a transgressão feminina do espaço público.

Contudo, há apenas 20 anos, ao publicar 
O caderno rosa de Lori Lamby (1989), Hilda Hilst foi execrada publicamente, uma vez que, para muitos, transgrediu os limites do “pornográfico” – ligado ao grotesco, ao obsceno, sem valor literário – e do “erótico” – associado à realização estética. Na verdade, o caso Hilda foi exemplar e ilustrativo: quando a grande escritora decidiu esculhambar, variar, mudar o disco, chutar o pau da barraca, algo que qualquer um tem o direito de fazer, seja lá qual for a  razão – o preconceito ressurgiu inteirinho, novinho em folha, pulverizando décadas de transformações radicais, dos costumes à estética literária. O que significa que as coisas aparentam mudar rapidamente apenas na superfície, pois no âmbito da consciência profunda as transformações são lentíssimas, levam séculos para se completar - quando não se regride.

E ainda ocorre uma espécie de silêncio generalizado da crítica em relação ao discurso erótico da mulher, enquanto que o erotismo de autoria masculina é saudado com grandes elogios.

Mas o buraco é ainda mais embaixo: o fato é que o subdesenvolvimento da expressão linguística no que toca à libido transforma quase sempre em pornografia de luxo toda matéria erótica. Claro que muitos de nós, escritores, homens e mulheres, já conseguimos esboçar com ousadia e destemor o que algum dia escreveremos com naturalidade e 
com direito.

Porque antes ou simultaneamente é preciso conquistar outras liberdades: a colonização, a miséria, a injustiça e a desigualdade social também nos mutilam esteticamente. Pretender-se dono de uma linguagem erótica quando nem sequer se ganhou a soberania política é ilusão de garota imitando Beyoncé.

É preciso deixar claro: não se é obrigado a escrever uma literatura erótica como declarar Imposto de Renda ou renovar a carteira de motorista. O problema é quando chega a hora de escrever o tal trecho erótico, não sai, quer dizer, ou sai eufemístico, como se o sujeito estivesse escrevendo 
com luvas, ou sai pornografia grossa e burra (geralmente erotismo literário direto é pesado, indigesto, impúbere, sombrio, frenético, hoteleiro, adúltero, incestuoso, lúgubre, gerontológico, funéreo – conotações limítrofres entre sexo e morte, sexo e decepção), donde que a emoção do indizível passa e este resta indizível para sempre.

Por isso o verdadeiro erotismo – que nem todos distinguem da mera sexualidade – é inconcebível sem 
sutileza, naquele sentido de refinamento da linguagem no ponto exato em que deliciosamente nos toca e dá tesão. E em literatura, essa sutileza nasce do exercício natural de uma liberdade e de uma descompostura que correspondem, semanticamente, à eliminação dos tabus no plano cultural (e da escritura) e, sintaticamente, ao domínio técnico do ofício de escritor.

E isso vale para ambos, homens e mulheres.

-"São as circunstâncias que criam os escravos e que libertam os povos"

terça-feira, 6 de outubro de 2009

APLICAR SIM: SABEDORIA


    


Qual a melhor maneira de prevenir e curar o ser humano dos males que afligir?
Centenas de anos passaram da era cristã e o homem não assemelhou nem aprendeu
Com os animais. O caminho que os pais e professores dos jovens tem que dar, é estimulando á praticar
 O Discernimento que é desenvolver a capacidade de questionar a realidade com independência e de ver por si mesmo as idéias verdadeira e falsa. Deve ser uma meta
Essencial dos jovens. Precisão porem, compreender que há na vida fatalidades dolorosas, cujos problemas angustiantes devemos resolver com o Maximo de coragem
E paciência por que a existência exige de nos algumas vezes, esses gestos de renuncia





Ilimitada. Verifica-se que com os passar dos anos as conquistas tem sido imensas,
Mas, a exploração e a destruição dos homens e do planeta têm sido muito acima.
Dentro da ignorância dos homens, que teima em não compreender que a reforma
Inicia no intimo de uma pessoa. Todos nós temos que ter um aplicativo para
Estimular a nossa existência, o aplicativo que mais se recorre é o dinheiro por acha que resolve todos os nossos problemas mais na falta dele entramos em desespero e terminam com registro trágico, muitos dos aplicativos podem nos danificar, Por isto eu aconselho a estudar para conhecer e
Conhecer para compreender. Então você aplicar com sabedoria.   Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica, ninguém é mais alto ou mais baixo ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. na natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida.


antoniocatarino.blogspot.com/    

domingo, 4 de outubro de 2009

A FORÇA DA NATUREZA


Granizo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Detalhe de pedras de granizo
granizo (ou saraiva) é uma forma de precipitação, composta por pedras de gelo que podem medir 5 mm[1] ou ser até do tamanho de uma laranja. Em muitas partes do mundo, é comum a tempestade com pedras de gelo do tamanho de uma bola de tênis.[2]

Índice

 [esconder]

[editar]Formação

Chuva de granizo em BogotaColombia
O granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a umidade. Essa umidade se congela e as partículas são levadas para cima novamente pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para vencer as correntes de ar e cair em direcção à terra.
Os granizos grandes podem estragar as plantações, furar tetos, amassar carros e quebrarpára-brisas. O recorde das maiores pedras de granizo foi alcançado em Bangladesh, durante uma tempestade que matou 792 pessoas. As pedras de gelo pesavam quase 5kg e caiam com velocidades próximas de 150 metros por segundo. Ninguém soube explicar tal evento, que ainda hoje causa muita discussão entre os especialistas.[3]

[editar]O granizo das trovoadas

Tempestade de granizo ou saraivada
À medida que os cristais de gelo caem através de uma nuvem contendo gotículas de água superarrefecida, estas podem congelar em cima deles por um processo de acumulação (acreção). As partículas que resultam desse processo eventualmente chegam ao solo se as temperaturas forem muito baixas (cerca de 8°C ou menos). Ao caírem, crescem de novo por acumulação até chegarem à base da nuvem e algumas voltam então a ser transportadas para o topo pelas correntes ascendentes de ar. Este ciclo pode-se repetir várias vezes e os grânulos resultantes vão crescendo camada a camada. Quanto mais fortes forem as correntes ascendentes, mais vezes este ciclo se repetirá para cada grânulo e, mais ele crescerá. Quando um grânulo se torna demasiado pesado, cai da nuvem e acelera sob a ação da gravidade em direção à superfície da Terra.
Mesmo que a temperatura do ar esteja relativamente elevada, os grânulos não chegam a derreter porque o tempo que atravessam o ar quente debaixo da trovoada não é suficiente para poderem derreter antes de chegar ao solo. Por isso, o que acaba por cair na superfície são grânulos de gelo, em estado amorfo, que se precipitam com violência no solo - o chamado chuva de granizo ou chuva de pedra.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

NADA MUDOU SÓ TROCARAM SEIS POR MEIA DÚZIA









Você deve notar que não tem mais TUTU e dizer que não está preocupado,
você deve lutar pela Xepa da feira e dizer que está recompensado,


















Você deve estampar sempre um ar de alegria e dizer tudo tem melhorado,
Você deve rezar pelo bem do patrão e esquecer que está desempregado,
Você deve abaixar a cabeça e dizer sempre muito obrigado.
Deve só fazer pelo bem da nação tudo aquilo que for ordenado.
Pra ganhar um fuscão no juizo final e um diploma de bem comportado.
Você merece, você merece, tudo vai bem, tudo legal, serveja, samba e amanhã seu Zé, se acabarem com seu carnaval?
(Gonzaguinh
a)